sexta-feira, 22 de maio de 2015

Não deixe o meio externo piorar a Asma Brônquica

http://www.maisequilibrio.com.br/imagens/maisequilibrio/thumbs/2013/12/27/saiba-prevenir-crises-de-asma-no-verao-4-707-thumb-570.jpg

A asma é uma inflamação alérgica das vias aéreas, que leva a um inchaço dos canais dos brônquios que conduzem o ar aos pulmões, estreitando essas vias e levando, consequentemente, a sintomas como falta de ar, sensação de chiado no peito, normalmente desencadeadas por agentes inalantes com os quais a pessoa afetada é alérgica

Esta doença não tem cura. Traduz-se na inflamação crónica das vias aéreas. Normalmente, as crises surgem mais ao final do dia.

Como não é uma doença hereditária, a asma é mais frequente em crianças que têm casos de doenças respiratórias na família. Problemas relacionados com o excesso de peso também estão associados à doença. Em casos extremos, nos quais a doença não é minimamente controlada ou o doente não cumpre o tratamento indicado, a asma pode resultar na morte.

A asma não tem cura, mas você pode prevenir as crises. Primeiro, cuidando do seu meio ambiente. A sua residência, o seu quarto tem que ser higienizado. E o melhor elemento para higienizar é a luz solar. Os lugares onde você vive deve ser clareado para matar esses microrganismos.

Depois remover as poeiras domésticas, remover o mofo, evitar bichos de pelúcia, pelos de animais domésticos, principalmente agora que temos a tendência de toda família ter seu bicho de estimação, excrementos de barata, morcego, pardais. Tudo isso são causas que desencadeiam as crises.

Outra forma é controlar com medicamentos, que são eficazes e de pouco efeito colateral. A vacinação contra a gripe, que se iniciou, é fundamental, porque o estado gripal é um dos fatores desencadeantes da asma.

Deu para perceber o quando o meio externo pode influencia a gravidade/aparecimento da asma, né?

Então vamos nos cuidar?



 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Cura da asma poderá chegar em cinco anos, de acordo com estudo


Cientistas britânicos e norte-americanos anunciaram, esta semana, ter descoberto a potencial causa da asma e outras doenças respiratórias, como a bronquite crônica e a doença pulmonar obstrutiva crônica.
 
Um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica Science Translation Medicine, mostra que a origem da doença estaria associada ao papel desempenhado pelo receptor sensível ao cálcio extracelular (CaSR, na sigla em inglês), cuja ativação provoca os sintomas que levam à dificuldade dos pacientes em respirar.
 
A pesquisa feita por pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales - em colaboração com o King's College London, em Inglaterra, e a Mayo Clinic, nos EUA - mostra a eficácia dos medicamentos chamados calcilíticos.
 
Embora tenham sido desenvolvidos, há cerca de 15 anos, para tratar a osteoporose (mas não foram eficazes), estes compostos são considerados clinicamente seguros e bem tolerados pelos doentes asmáticos e que a sua aprovação pelas autoridades responsáveis pode ser mais rápida do que o habitual.
 
"As nossas descobertas são incrivelmente entusiasmantes. Pela primeira vez, encontramos uma associação entre a inflamação das vias respiratórias, que pode ser causada por gatilhos ambientais como os alergenos, o fumo do tabaco, ou os gases emitidos pelos automóveis, e os espasmos que acontecem na asma alérgica", explica a principal autora do estudo, Daniela Riccardi, investigadora da Faculdade de Biociências da Universidade de Cardiff.

"Com o uso de calcilíticos administrados diretamente nos pulmões através de nebulizadores, provamos que é possível desativar este receptor e prevenir todos os sintomas", garante a cientista.

5 anos
Ela acredita que estes resultados podem significar que, em poucos anos, a cura para a asma poderá ser uma realidade. 

"Se conseguirmos provar que os calcilíticos são seguros quando administrados diretamente nos pulmões em humanos, dentro de 5 anos poderemos estar em posição de tratar pacientes e, potencialmente, de evitar, de início, o desenvolvimento da asma", antevê Riccardi.
 
A asma afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo.
 
Apesar de ser bem controlada na maior parte dos pacientes, 1 em cada 12 doentes apresenta resposta pobre ao tratamento.

Leia o estudo em inglês aqui.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Asma atinge 235 milhões de pessoas no mundo

 http://www.cambe.pr.gov.br/site/images/stories/asma.jpg

A asma está entre as doenças respiratórias mais prevalentes no mundo e, por esse motivo, entrou na pauta da Semana Mundial de Alergia, que será comemorada entre os dias 13 e 19 de abril, cujo tema definido pela World Allergy Organization (WAO) é "Alergias Respiratórias: Seu Impacto Econômico e Pessoal".

 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 235 milhões de pessoas sofram de asma em todo mundo. No Brasil, ela acomete cerca de 10% da população e também é responsável por elevados gastos com hospitalizações. Em 2014, foram 112.772 internações por asma, constituindo uma das principais causas de internação no Sistema Único de Saúde (SUS), considerando todos os grupos etários.
 
Levantamento realizado pelo Dr. Eduardo Costa, membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), apontou que nos Estados Unidos o custo médico anual estimado com a asma alcançou US$ 18 bilhões em 2005. Na Europa, ultrapassou os € 20 bilhões.
 
"Em estudo com asmáticos em tratamento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, aferimos um custo médio (direto e indireto) da asma de quase R$ 2 mil/paciente-ano, com um incremento de 12% para os asmáticos com rinite associada. O custo da asma foi maior em pacientes que apresentaram sobrepeso/obesidade, nos casos mais graves e com pior controle da doença", conta Dr. Costa.
 
Algumas pesquisas realizadas nos últimos anos tentam estabelecer a relação entre obesidade e asma. "Principalmente, porque houve aumento na prevalência de ambas. Algumas substâncias produzidas pelas células adiposas são capazes de aumentar o processo inflamatório relacionado à asma, e o acúmulo de gordura toracoabdominal dificulta os movimentos respiratórios, contribuindo para o surgimento de sintomas de asma. Contudo, ainda são pouco conhecidos quais os mecanismos envolvidos nessa relação", explica a Dra. Faradiba Sarquis Serpa, especialista da ASBAI.
 
A pesquisa do Dr. Eduardo Costa apontou ainda que o custo da doença teve impacto importante nas famílias, ao consumir mais de 10% da renda familiar e os medicamentos para asma correspondem a mais da metade do custo total da doença. "Se todos os asmáticos brasileiros recebessem o mesmo tipo de tratamento, o custo total estimado da asma no Brasil estaria entre R$ 13 e R$ 18 bilhões/ano, correspondendo a cerca de 0,5% do PIB ou a 4% do PIB da Saúde", explica Dr. Costa, responsável pelo estudo.

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