quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Saiba ajudar uma pessoa com crise de Asma


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A asma é uma condição que, na hora do socorro pode assustar muita gente que não esta acostumada a lidar com a crise. Na maioria dos pacientes a crise de asma é causada por uma infecção respiratória causada por um vírus.

Outras causas da crise de asma são a exposição a como poeira, mofo, cheiros fortes e medicamentos. É muito importante evitar crises, uma vez que, se forem frequentes, elas levam à perda de capacidade pulmonar

É difícil uma crise de asma chegar a parar de bater o coraçã, mas pode acontecer. Caso a vítima deixe de respirar, ou o coração deixe de bater, é recomendado que se inicie massagem cardíaca até que a ajuda médica chegue. Para que não chegue a esse extremo, é fundamental que os pacientes com asma mantenham o tratamento recomendado pela médico, mesmo quando não apresentam sintomas.

Uma boa dica é manter sempre uma "bombinha" extra por perto, de forma a que possa ser utilizada em momentos de crise ou emergência.

Olha ai 4 dicas para ajudar o paciente de asma na crise:

  1. Acalmar o indivíduo e colocá-lo numa posição confortável;
  2. Colocar a vítima sentada e ligeiramente inclinada para a frente com os cotovelos repousados nas costas de uma cadeira.
  3. Verificar se a vítima utiliza algum remédio, ou bombinha, para asma e dar-lhe o medicamento;
  4. Chamar uma ambulância, ligando o 192, caso a vítima não respire normalmente depois de 4 minutos.

Editado
por Daniela Souto, fisioterapeuta e profissional de Educação Fisica, que escreve no  Faça Fisioterapia, no blog da Educação Fisicaa e atua pela Fisioquality 


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Tratamento da asma visa à prevenção de crises

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A Asma é uma doença multifatorial, sendo mais comum nos pacientes, que, na maioria dos casos, apresenta-se em crianças que já manifestam algum outro tipo de alergia, como alimentar, dermatite e rinite. Ainda de acordo com a OMS, 70% dos asmáticos são alérgicos.

O diagnóstico é confirmado a partir do quadro clínico, associado ao histórico das crises e a resposta frente ao tratamento. Nas crianças mais velhas, em idade pré-escolar e escolar, exames como espirometria com avaliação da resposta à medicação broncodilatadora também podem ajudar.

No grupo mais suscetível ao desenvolvimento da asma, além dos alérgicos, encontram-se pessoas com familiares de primeiro grau com asma ou rinite alérgica, o que também não garante o surgimento da doença.

Como tratar?

O tratamento é dividido em dois grandes pilares. O primeiro é o de manutenção, que inclui a prevenção das crises; o segundo é o das crises propriamente ditas.  É muito importante que todos os adultos (pais, avós, professores, educadores) estejam em alerta para as medidas preventivas e para o tratamento de uma eventual crise, evitando ao máximo postergar o início das medicações de alívio frente aos sintomas.

Entre os fatores que podem desencadear uma crise asmática estão, principalmente, pelos de animais, poeira, mofo, pólen, fortes emoções, fumaça do tabaco, exercícios físicos e produtos químicos no ar ou nos alimentos.

Por ser uma doença crônica, só é possível controlar. Como é inconstante, sua gravidade no decorrer da vida modifica-se; pessoas muito sintomáticas quando crianças podem tornar-se adultos que manifestam poucos sinais ou, até, assintomáticos. É impossível prever quem vai melhorar com o tempo. O mais importante é o acompanhamento evolutivo, sempre focando no controle da asma e de seus sintomas, para que os pulmões cresçam e se desenvolvam da forma mais adequada possível.

O início da terapêutica é um teste até chegar a um medicamento que apresentará melhor resposta do paciente. É necessária a reavaliação periódica, bem como realização de exames de função pulmonar. Da mesma forma que a asma tem flutuação ao longo da vida, o tratamento também sofre oscilações. Além disso, o médico também deve sempre estar atento aos fatores que agravam os quadros, como obesidade, sinusite, refluxo gastroesofágico e apneia.

Remédio para asma pode causar erosão em dentes de leite

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Um dos broncodilatadores mais utilizados para tratar pacientes asmáticos, o Sulfato de Salbutamol, sendo o mais conhecido comercialmente o Aerolin, tem efeito erosivo em dentes de leite, os chamados decíduos. E essa erosão acontece tanto no esmalte quanto na dentina. A preocupação dos pesquisadores é que outros trabalhos na literatura já alertaram que pessoas com erosão na dentição decídua têm maior risco de desenvolver erosão na dentição permanente.

Esse é o principal resultado de estudo da cirurgiã-dentista Camila Scatena, com a tese "Efeitos de um medicamento antiasmático potencialmente erosivo no esmalte e dentina de dentes decíduos: estudo in situ", na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo dados da literatura, a erosão dental leve mostra desgaste do esmalte e pode causar sensibilidade dentinária, aquela dorzinha que muita gente sente quando toma algo gelado ou come doce. Em estágios mais avançados, há alterações na morfologia do esmalte, com concavidades na superfície do dente. Pode, ainda, ocorrer perda da altura do dente, além de comprometimento estético e, em casos graves, acometimento da polpa e necessidade de tratamento de canal.

A pesquisadora lembra que essa é mais uma das razões para que os profissionais de saúde fiquem atentos aos cuidados necessários com as pessoas que usam medicamentos rotineiramente. Existem vários medicamentos antiasmáticos, diz, mas a maioria dos estudos mostram que eles têm pH ácido e potencial erosivo.

"O uso prolongado de medicamentos ácidos na cavidade bucal de crianças com desordens crônicas causa preocupação, principalmente pela frequência de ingestão e pelo uso noturno, período em que os efeitos protetores da saliva são menores", afirma a pesquisadora Camila Scatena.

Prevenção

Nesse caso, a cirurgiã-dentista diz, as pessoas que usam medicações ácidas por períodos prolongados podem aumentar a ingestão de cálcio, comendo queijos, tomando iogurtes e leite. Camila sugere, ainda, que utilizar creme dental específico para prevenir erosão, fazer bochechos com flúor para remineralizar o esmalte ou com bicabornato de sódio para neutralizar o ácido, ou mesmo tomar o remédio com uma seringa ou canudo para que não haja contato direto com os dentes, também são ações que minimizam o impacto desses medicamentos.

"Na literatura, os pesquisadores são unânimes em afirmar que o diagnóstico precoce e a intervenção desde os primeiros anos de vida ajudarão a evitar danos aos dentes permanentes", conclui.

(Agência USP)

 

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