terça-feira, 9 de setembro de 2014

50% das crianças asmáticas ainda estão sem controle da doença, revela estudo



O acesso a medicamentos pela farmácia popular e acompanhamento médico ainda não se traduzem no controle da asma. Foi o que revelou o estudo ProAsma realizado pelo Centro Infantil do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUCRS. Segundo a avachliação, metade das crianças com asma em idade escolar não tem a doença controlada, o que impacta diretamente em suas atividades cotidianas. "O controle da asma é essencial para a saúde da criança e também para seu bom desenvolvimento. Crianças com asma não controlada dormem mal, não conseguem fazer atividades físicas, perdem dias de aula, podendo apresentar quadros de ansiedade, depressão e baixa autoestima", explica o pneumologista pediátrico Paulo Pitrez, diretor do Instituto.

O especialista ainda alerta sobre a importância de observar o histórico de cada paciente. "A asma deve ser avaliada levando em conta a adesão ao tratamento e o controle dos sintomas. Muitas vezes, recorrer ao atendimento médico para tratar os sintomas no momento da crise é considerado como correto tratamento da doença, quando, na verdade, a quantidade de crises e busca rotineira pelo pronto-socorro devem acender o alerta de que pode se tratar de uma asma grave, que necessita de tratamento diferenciado".

Outro dado da pesquisa que chama a atenção é que mais de 60% dos pais admitem esquecer com frequência as medicações de manutenção dos seus filhos, o que compromete o tratamento e aumenta o risco de novas crises da doença. "A asma é a doença crônica mais comum na infância e, apesar de não ter cura, com o tratamento adequado é possível proporcionar melhor qualidade de vida", explica o especialista. "Quando o paciente deixa de seguir as orientações médicas, o risco de novas crises e internações aumenta, prejudicando o dia a dia não só da paciente, mas também da família, que deixa de trabalhar para se dedicar as necessidades da criança como ir ao pronto-socorro, fazer consultas e tratamento de emergência".

Segundo a pesquisa, no último ano, quase 70% das crianças perderam dias escolares em decorrência das frequentes crises e das consultas emergenciais, 50% precisaram utilizar corticoide oral e apenas 30% fazem uso contínuo da medicação de manutenção. É preciso estar atento também para reconhecer a classificação da gravidade da doença e tratá-la de maneira correta. Muitos crianças com asma leve a moderada conseguem controlar a doença com tratamento à base de corticoides inalados e broncodilatadores de longa duração. Em outros casos, considerados graves, o paciente, mesmo em uso dessas medicações, passa por internações frequentes, o que não pode ser encarado como um procedimento normal. Nesses casos, o tratamento pode ser reavaliado, incluindo o uso de abordagens terapêuticas mais eficazes e específicas como a anti-IgE – bloqueador de anticorpo que desencadeia a reação alérgica.

O levantamento apontou ainda que muitos pacientes (55% dos casos) convivem com fumantes no domicílio. "Aproximadamente 20% da crianças em idade escolar tem asma e quase 10% são hospitalizados anualmente, o que resulta em um enorme problema de saúde pública, impactando na qualidade de vida, e elevados custos diretos e indiretos para a sociedade", alerta o especialista.

A pesquisa contou com o apoio da farmacêutica Novartis e foi realizada com 2.500 crianças, com idade média de 11 anos, em sete escolas públicas de Porto Alegre. O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência e o impacto da asma em escolares, tanto no aspecto de qualidade de vida do paciente como no manejo da doença. "Os resultados mostram que as estratégias de manejo de asma em saúde pública devem ser amplamente revisadas, com importante ênfase na abordagem educacional da doença e de hábitos de vida saudáveis".

Sobre Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica que dificulta a passagem do ar pelas vias respiratórias até os pulmões, causando falta de ar, tosse e chiado no peito. Ela atinge cerca de 235 milhões de pessoas no mundo¹ e, no Brasil, estima-se que 10% dos adultos e 20% das crianças e adolescentes² sofram com os sintomas da doença. Segundo dados do DATASUS, aproximadamente 2.500 pessoas morrem por causa da asma e hoje a doença é a 3ª causa de hospitalização entre crianças e adultos jovens².

Apesar de não ter cura, com o acompanhamento médico e tratamento adequado é possível manter a doença sob controle e ter melhor qualidade de vida. Além de evitar o contato com os fatores desencadeantes da inflamação e o tratamento das crises, quando indicado, é preciso um tratamento medicamentoso de manutenção adequado com corticoides inalados, associado ou não a broncodilatadores de longa ação nos casos de asma moderada e graves. Nos casos mais graves em que não se atinge o controle da doença com o tratamento otimizado, existe a indicação de uma terapia anti IgE, anticorpo responsável por iniciar as reações alérgicas.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Asma na Terceira Idade


 
http://imguol.com/c/noticias/2014/02/17/homem-asma-bronquite-bombinha-remedio-idoso-1392663865336_956x500.jpg

       Uma crise de asma pode surgir pela primeira vez após os 60 anos de idade. Uma pessoa que teve asma na infância ou na juventude pode voltar a ter sintomas na terceira idade. Por outro lado, uma pessoa idosa pode ter sintomas como falta de ar, tosse ou chiados e não ser asma.
       O pulmão do idoso está alterado mesmo numa pessoa saudável: o contato com o ar poluído e com outras agressões, faz surgir a longo prazo, alterações pulmonares que resultam num menor teor de oxigênio. Além disso, o tórax tende a ficar mais rígido, levando a uma modificação no seu formato e prejudicando a função respiratória, os pulmões com o avançar da idade, perdem sua elasticidade. O resultado é que gradativamente começa a haver um prejuízo das trocas gasosas, causando uma diminuição da difusão do oxigênio e modificando a respiração. Para completar o quadro, as funções pulmonares responsáveis pela defesa contra infecções e gripes também estão diminuídas, fazendo que o idoso tenha maior facilidade em contrair tais infecções.

Cuidados com a asma no idoso:

Em primeiro lugar, confirmar o diagnóstico de asma com o médico especialista.
Avaliar se existe alergia envolvida
Afastar a possibilidade de outras doenças que possam ter sintomas semelhantes à asma
Avaliar se a pessoa faz uso de medicamentos que possam provocar asma, como por exemplo: colírios para glaucoma, certos anti-hipertensivos, aspirina (AAS) e alguns antiinflamatórios.
Pesquisar se o idoso é portador de doenças que possam piorar crises, como é o caso de refluxo gastro esofágico
Quais são as causas de crises no idoso?

Fala-se na alergia como causa da asma, mas na pessoa idosa nem sempre é freqüente. Citam-se: mudança de temperatura, infecções virais (gripes) repetidas, sinusites, medicamentos, refluxo gastro esofágico, aspectos emocionais.

O tratamento da pessoa é diferente

O tratamento da asma do idoso teoricamente é igual a qualquer pessoa, sendo utilizados remédios comuns, como os broncodilatadores e antiinflamatórios. O ideal é prevenir, através de medidas de controle ambiental, assim como através de remédios preventivos, que combatem o processo inflamatório e "acalmam" as vias respiratórias.


Não encare a velhice como uma restrição e sim como uma etapa
natural da vida. Se a doença atrapalha, procure vencê-la em
parceria com seu médico. A melhora da qualidade de vida é fator
fundamental no tratamento, mesmo nos idosos com asma mais persistente.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Obesidade infantil pode estar ligada a maior risco de asma


Um estudo publicado nesta semana sugere que a asma pode ser causada, em parte, pelo excesso de peso na infância.

Segundo os autores da pesquisa, é possível que a atual epidemia de obesidade infantil ajude a explicar o aumenta da prevalência de asma nos últimos anos. A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia estima que 20 milhões de brasileiro sejam asmáticos.

A nova pesquisa, realizada na Universidade de Bristol, Grã-Bretanha, analisou a relação do índice de massa corporal (IMC) de 4.835 crianças de sete anos, em média, com a prevalência de asma. Os autores também observaram o DNA dessas crianças, procurando especificamente por 32 variações genéticas associadas à doença.

As conclusões, publicadas no periódico Plos Medicine, indicaram que quanto maior o IMC da criança, mais elevado o risco de ela ter asma. Cada ponto a mais no IMC considerado como ideal para crianças (ou seja, de até 25), por exemplo, foi associado a uma chance 55% maior da doença. O estudo também descobriu uma forte relação entre IMC elevado, maior risco de asma e mais variações genéticas associadas à doença.

A pesquisa, no entanto, não identificou de que forma a obesidade pode levar à asma. Mesmo assim, os autores sugerem que intervenções na saúde pública para combater a obesidade podem ajudar a conter os crescentes casos de asma no mundo. "Influências do ambiente no desenvolvimento da asma na infância têm sido um assunto amplamente estudado em pesquisas epidemiológicas, mas poucos fornecem evidências de causalidade", escreveram os pesquisadores no artigo.

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