sábado, 19 de abril de 2014

Garota de 14 anos morre por inalar remédio errado em crise de asma

Triste mas é verdade. A adolescente Andriza Oliveira da Silva, de 14
anos, morreu na última segunda-feira (14) depois de fazer uma inalação
com o medicamento errado. A jovem precisava utilizar um
broncodilatador para reverter uma crise de asma, mas em vez disso
inalou um colírio para glaucoma.

O remédio foi comprado pela irmã de Andriza, de 10 anos, que foi até a
farmácia com a receita e um bilhete com o nome do medicamento enquanto
a mãe estava no trabalho. Sabe-se que o colírio para glaucoma tem
efeito contrário ao desejado – obstruindo os brônquios –, mas ainda
não é possível afirmar que foi o medicamento que provocou a morte da
jovem. Ninguém sabe ao certo como o remédio errado foi entregue a uma
criança de 10 anos.

A família registrou um boletim de ocorrência e a polícia solicitou
laudos médicos para saber a causa da morte da adolescente. Os
documentos devem ficar prontos em três meses. A delegada ainda
conversou com o proprietário da farmácia e pretende ouvir a vendedora
e a farmacêutica, que não estava presente no momento da venda. O corpo
de Andriza foi enterrado na terça-feira (15) em Guaíba, na região
metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Amamentar aumenta chances de asma nos bebês

Pesquisa tenta desmistificar amamentação para tentar diminuir culpa das mulheres que não podem dar o próprio leite aos filhos Foto: Getty Images

Uma pesquisa da Ohio State University, nos Estados Unidos, sugere que os benefícios da amamentação podem ser superestimados: o estudo afirma que o leite materno não é melhor do que os outros tipos do mercado e que provavelmente não interfere na saúde do bebê a longo prazo. As informações são do site inglês Daily Mail. 

A médica responsável pelo estudo, Dra. Cynthis Colen, diz que a intenção não é mudar conceitos estabelecidos, nem fazer campanhas contrárias à amamentação, mas, sim, ajudar as mulheres que, por algum motivo, não podem dar o próprio leite aos filhos a se sentirem menos estigmatizadas. Órgãos responsáveis pela saúde da maioria dos países incentivam a amamentação por ser um método natural, econômico e que previne os bebês de uma série de doenças nos primeiros meses de vida e ainda age a longo prazo na pevenção da obesidade, alergias, asma e diabetes.

Mas o estudo questiona estes dados e divulga que bebês alimentados pelas mães não têm comprovadamente menos chance de serem obesos, nem apresentam melhor desempenho na escola e, ao contrário, teriam mais chances de desenvolverem asma. "Muitos estudos anteiores não abarcavam diversos fatores que podiam influenciar o resultado, como raça, idade, histórico familiar, trabalho da mãe, coisas que sabemos que influenciam o aleitamento materno e também a saúde futura", explica a especialista. Segundo ela, as mães com maior escolaridade e salários mais altos tendem a ter horários mais flexíveis e costumam amamentar os filhos por períodos mais longos.

A pesquisadora explica que o estudo pretende mostrar que a amamentação vai muito além do ato de alimentar com o leite materno, mas envolve diversos outros fatores, a maioria sociais, que determinam ou não seu sucesso. "Não estou dizendo que a amamentação não é benéfica, pois ela é especialmente para a nutrição e imunidade dos recém-nascidos. Mas se querem melhorar isso e a saúde da criança, deviam também focar em outros coisas positivas a longo prazo, como subsídios de creches, melhores políticas de licença-maternidade para as mães e melhores chances de emprego às mulheres de baixa renda com filhos pequenos", afirma.

Ela analisou dados desde 1979 ao observar 8.237 crianças, a maioria irmãos que foram amamentados com leite materno ou não. O estudo mediu o IMC, níveis de obesidade, asma, hiperatividade, apego e comportamento com os pais, além de desempenho acadêmico, vocabulário, leitura, matemática, inteligência e competência escolar. Entre bebês de famílias diferentes, aqueles que receberam leite materno tiveram maior desempenho nos quesitos acima, mas a análise feita entre irmãos da mesma família mostrou pouca ou quase nenhuma diferença entre o filho que a mãe alimentou e o outro que consumiu outros tipos de leite.

Por isso, os estudiosos acreditam que os fatores sociais possam ser os responsáveis pelo desempenho melhor das crianças e não exclusivamente o alimento que receberam na primeira infância. "Se o aleitamento materno pode não ter o impacto que pensávamos que tinha a longo prazo na vida das crianças, é importante então analisarmos outras coisas. Precisamos ver a qualidade das escolas, dos empregos das mães e entender que amamentar pode ser muito difícil, até impossível, para alguns grupos de mulheres. E, ao invés de culpá-las por isso, devemos ser mais realistas sobre o que o leite materno faz e não faz", afirma Dra. Colen.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Asma atinge 10% dos brasileiros


Asma é uma das condições crônicas mais comuns, acometendo cerca de 235 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Estima-se que, no Brasil, cerca de 10% da população sofra com o problema.

O pulmão do asmático é diferente de um pulmão saudável, como se os brônquios dele fossem mais sensíveis e inflamados - reagindo ao menor sinal de irritação.

Para classificar a gravidade da sua asma, o seu médico considera a análise clínica juntamente com os resultados de seus exames. Determinar o quão grave é sua asma auxilia o médico a escolher o melhor tratamento. Além disso, a gravidade da asma pode alterar com o passar do tempo, necessitando um reajuste da medicação.

Ninguém sabe exatamente o que provoca asma, uma vez que cada pessoa apresenta uma sensibilidade a gatilhos diferentes. Dessa forma, é importante entender o que causa seus ataques de asma e tentar reduzir a exposição a esses agentes ou buscar tratamentos mais adequados.

Sintomas de Asma
A maioria das pessoas com asma fica longos períodos sem sintomas, intervalados com as crises quando expostos a algum agente. No entanto, algumas pessoas têm a deficiência respiratória quase que cronicamente, com alguns episódios mais graves em determinados períodos.

Os ataques de asma podem durar minutos a dias e podem se tornar perigosos se o fluxo de ar estiver muito restrito.

Os sintomas incluem:
Tosse com ou sem produção de escarro (muco)
Repuxar a pele entre as costelas durante a respiração (retrações intercostais)
Deficiência respiratória que piora com exercício ou atividade.
Respiração ofegante que:
Vem em episódios com períodos intercalados sem sintomas
Pode ser pior à noite ou no início da manhã
Pode desaparecer por si mesma
Melhora quando se usa medicamentos que abrem as vias respiratórias (broncodilatadores)
Piora quando se inspira ar frio
Piora com exercício
Piora com azia (refluxo)
Em geral começa repentinamente.

Situações de emergência:

Lábios e rosto de cor azulada
Nível diminuído de agilidade, como sonolência grave ou confusão, durante um ataque de asma
Extrema dificuldade de respirar
Pulsação rápida
Ansiedade grave devido à deficiência respiratória
Sudorese.

Outros sintomas que podem ocorrer com essa doença:
Padrão de respiração anormal
Respiração para temporariamente
Dor no peito
Aperto no tórax.

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