terça-feira, 14 de abril de 2015

Asma atinge 235 milhões de pessoas no mundo

 http://www.cambe.pr.gov.br/site/images/stories/asma.jpg

A asma está entre as doenças respiratórias mais prevalentes no mundo e, por esse motivo, entrou na pauta da Semana Mundial de Alergia, que será comemorada entre os dias 13 e 19 de abril, cujo tema definido pela World Allergy Organization (WAO) é "Alergias Respiratórias: Seu Impacto Econômico e Pessoal".

 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 235 milhões de pessoas sofram de asma em todo mundo. No Brasil, ela acomete cerca de 10% da população e também é responsável por elevados gastos com hospitalizações. Em 2014, foram 112.772 internações por asma, constituindo uma das principais causas de internação no Sistema Único de Saúde (SUS), considerando todos os grupos etários.
 
Levantamento realizado pelo Dr. Eduardo Costa, membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), apontou que nos Estados Unidos o custo médico anual estimado com a asma alcançou US$ 18 bilhões em 2005. Na Europa, ultrapassou os € 20 bilhões.
 
"Em estudo com asmáticos em tratamento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, aferimos um custo médio (direto e indireto) da asma de quase R$ 2 mil/paciente-ano, com um incremento de 12% para os asmáticos com rinite associada. O custo da asma foi maior em pacientes que apresentaram sobrepeso/obesidade, nos casos mais graves e com pior controle da doença", conta Dr. Costa.
 
Algumas pesquisas realizadas nos últimos anos tentam estabelecer a relação entre obesidade e asma. "Principalmente, porque houve aumento na prevalência de ambas. Algumas substâncias produzidas pelas células adiposas são capazes de aumentar o processo inflamatório relacionado à asma, e o acúmulo de gordura toracoabdominal dificulta os movimentos respiratórios, contribuindo para o surgimento de sintomas de asma. Contudo, ainda são pouco conhecidos quais os mecanismos envolvidos nessa relação", explica a Dra. Faradiba Sarquis Serpa, especialista da ASBAI.
 
A pesquisa do Dr. Eduardo Costa apontou ainda que o custo da doença teve impacto importante nas famílias, ao consumir mais de 10% da renda familiar e os medicamentos para asma correspondem a mais da metade do custo total da doença. "Se todos os asmáticos brasileiros recebessem o mesmo tipo de tratamento, o custo total estimado da asma no Brasil estaria entre R$ 13 e R$ 18 bilhões/ano, correspondendo a cerca de 0,5% do PIB ou a 4% do PIB da Saúde", explica Dr. Costa, responsável pelo estudo.

terça-feira, 7 de abril de 2015

A importância da atividade física para quem tem Asma

http://horadotreino.com.br/wp-content/uploads/2011/04/asma_treino.jpg

A asma acomete pessoas de qualquer idade. Porém, a maioria dos casos é diagnosticado na infância. Também é comum manifestar-se em pessoas de uma mesma família. Falta de ar, chiados, tosses e sensação de "aperto no peito" são os principais sintomas que podem aparecer a qualquer hora do dia, entretanto, é mais frequente a noite, de madrugada ou no início da manhã.
Às vezes, a pessoa que sofre da doença pode apresentar somente tosse. Em alguns casos, os sintomas aparecem exclusivamente quando o indivíduo faz algum exercício físico ou até mesmo quando ri muito. É importante salientar que a ausência de sintomas não significa que o asmático esteja sem a presença de obstrução ou inflamação em seus brônquios.

Conforme a situação da doença, os asmáticos podem levar uma vida absolutamente normal a maior parte do tempo, apenas apresentando sintomas em crises agudas nos meses mais frios do ano ou quando têm alguma infecção respiratória, como, por exemplo, gripes ou resfriados. Por esse motivo, é recomendado o uso de vacinas contra gripe para os pacientes com asma. Os exercícios respiratórios recomendados para esses pacientes têm por objetivo melhorar as funções ventilatórias e respiratórias e evitar o aumento do volume residual.

Já as atividades físicas motoras são importantes para a saúde física e mental dos pacientes de todas as idades. São essenciais para as crianças, pois proporcionam as experiências básicas de movimento, importantes no seu desenvolvimento. Na adolescência, onde geralmente as atividades esportivas são mais intensas e competitivas, o asmático muitas vezes sente-se menos capaz. Devido a esse comportamento, o paciente evita atividades físicas/esportivas e assim torna-se realmente menos apto, por falta de prática e não por incapacidade física. Com a melhora da condição física através dos exercícios, o asmático pode suportar com mais tranquilidade os agravos da saúde, pois aumenta a sua resistência, fornecendo-lhe reservas para enfrentar as crises obstrutivas.

A participação regular em programas de atividades físicas pode aumentar a tolerância ao exercício e a capacidade de trabalho, com menor desconforto e redução de broncoespasmo. A orientação adequada proporciona também uma série de benefícios, entre eles a melhora da mecânica respiratória, prevenção e correção de alterações posturais, melhora da condição física geral e prevenção de outras complicações pulmonares.

Somente as atividades físicas adaptadas não constituem o tratamento da asma. A medicação e os cuidados com o ambiente também devem ser feitos. Isso vale principalmente para as crianças, pois caso elas não tenham a doença controlada, não são capazes de acompanhar e se beneficiar de um programa de exercícios físicos. A participação regular em atividades físicas só aumenta a qualidade de vida do paciente, a tolerância ao exercício e, principalmente, a capacidade de trabalho com menor desconforto e broncoespasmo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Perguntas para o diagnóstico clínico de asma


O diagnóstico da asma deve ser baseado em condições clínicas e funcionais.

Diagnóstico clínico 1(D)

• um ou mais dos seguintes sintomas: dispnéia, tosse crônica, sibilância, aperto no peito ou desconforto torácico, particularmente à noite ou nas primeiras horas da manhã;

• sintomas episódicos;

• melhora espontânea ou pelo uso de medicações específicas para asma (broncodilatadores, antiinflamatórios esteróides);

• diagnósticos alternativos excluídos.


Perguntas que devem ser feitas aos pacientes (ou pais) para o diagnóstico clínico de asma:

• tem ou teve episódios recorrentes de falta de ar?

• teve alguma crise ou episódios recorrentes de sibilância?

• tem tosse persistente, particularmente à noite ou ao acordar?

• acorda por tosse ou falta de ar?

• tem tosse, sibilância, aperto no peito após atividade física?

• apresenta tosse, sibilância ou desenvolve aperto no peito após exposição a alergênios como mofo, poeira de casa e animais ou irritantes como fumaça de cigarros e perfumes, ou após resfriados ou alterações emocionais como risada ou choro?

• usa alguma medicação quando os sintomas ocorrem? Com que freqüência?

• os sintomas são aliviados quando a medicação é usada?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...