Alterações na mecânica respiratória da Asma





Durante a crise asmática, o espasmo, o edema e a hipersecreção são os fatores responsáveis pela obstrução brônquica com prejuízo das duas fases da respiração. Enquanto a inspiração se torna rápida e superficial, a expiração é longa e ineficaz, levando à hiperinsuflação pulmonar. Ocorre alteração da mecânica ventilatória com rebaixamento das cúpulas diafragmáticas, redução de seu trajeto durante os movimentos respiratórios prejudicando a ventilação basal. A caixa torácica adota uma atitude em inspiração, com diminuição da mobilidade costal. Em vista das alterações citadas, entram em ação os músculos acessórios da respiração (trapézio, escalenos, peitorais, esternocleidomastóideos), caracterizando a respiração torácica superior, que leva a um grande consumo de energia.

Por essa razão, durante a crise, o asmático tende a adotar posturas que facilitam a
ação dos músculos acessórios da respiração. Com esse padrão respiratório fica reduzida a expansão do tórax inferior, a respiração torna-se ineficaz, aumenta progressivamente a tensão da musculatura acessória e o asmático entra em exaustão.

Dois aspectos ainda podem ser aqui considerados: a hipersecreção e a ansiedade.

A predominância do componente secretorio, comum em crianças até cinco anos de idade,
pode levar a obstrução das vias aéreas durante longos períodos de tempo. A ansiedade
sempre presente, em maior ou menor intensidade, pode constituir em alguns casos, fator de agravamento da crise.
Alterações na mecânica respiratória da Asma Alterações na mecânica respiratória da Asma Editado por saude.chakalat.net on 09:01 Nota: 5

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