quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Asma é mais perigosa em idosos


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Tosse, catarro e crises de falta de ar são sintomas comuns a diversas doenças pulmonares. A asma está entre as mais conhecidas delas e uma das que mais atingem os brasileiros: são 6,4 milhões de brasileiros com a condição. Por ser uma doença crônica e não ter cura, acompanha o paciente durante toda a vida e exige tratamento constante, o que leva a enormes desafios na gestão da saúde pública. Para os pacientes com asma na terceira idade, as crises podem ser ainda mais perigosas.

A asma é uma doença crônica e inflamatória, tendo na maioria dos casos uma relação direta com alergia, e que pode provocar sérios impactos sobre a vida do paciente, tais como dificuldade para dormir, fadiga, diminuição do nível de atividades e falta no trabalho. Com o envelhecimento, a doença se torna persistente e mais difícil de ser tratada. É natural que os pulmões tenham sua capacidade de respiração um pouco reduzida ao envelhecer, pois o pulmão envelhece e a capacidade respiratória começa a diminuir após os 40 anos de idade. Além disso, com o passar dos anos, temos um maior tempo de exposição à poluição atmosférica e outras substâncias.

Segundo as projeções do IBGE, 1 em cada 4 pessoas terá mais de 65 anos em 2060. O conhecimento da doença e de seus sintomas é um dos primeiros passos para que as pessoas estejam atentas aos sintomas de doenças crônicas nessa faixa etária. A asma costuma ser mais difícil de ser diagnosticada à medida que a pessoa envelhece, porque os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças pulmonares e até cardíacas. Os pacientes idosos vão mais ao hospital e têm maior número de internações, além de permanecerem por mais tempo nos leitos. Os asmáticos em idade avançada costumam sofrer com outras doenças, o que pode dificultar o diagnóstico e tratamento.

Quando as doenças crônicas não são diagnosticadas e tratadas adequadamente, elas podem levar a internações e até ao óbito. Os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 2015 apontam que as enfermidades crônicas não transmissíveis foram a causa de cerca de 72,6% das mortes no Brasil. O número de mortes por asma é muito maior entre os idosos. A Iniciativa Global para Asma (GINA) determina que a doença não está controlada quando o paciente apresentar sintomas mais de duas vezes por semana, ter problemas para dormir, utilizar medicamento de resgate mais de duas vezes por semana e ter limitações na rotina devido à asma.

Se a pessoa se queixa de tosse, chiado no peito e cansaço com frequência, é importante procurar um especialista para ter o diagnóstico correto. No caso dos pacientes que já foram diagnosticados, a consulta ajuda a verificar se o tratamento deve ser modificado.

Um dos tipos de tratamento para asma é broncodilatador, fundamentais para o alívio dos sintomas. Esse medicamento pode reduzir em 21% o risco de exacerbações da asma. Contudo, é importante ressaltar que o tratamento da doença deve ser de prevenção e controle, não apenas em momentos de crises, como a maioria dos pacientes faz.

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