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Técnicas de Higiene Brônquica na Asma






Asma é uma doença pulmonar crônica de prevalência elevada que afeta entre 12% e 20% das populações infantil e adulta. O tratamento da asma visa alcançar o controle da doença, reduzir o número de exacerbações, a limitação ao fluxo aéreo e os sintomas4. Para alcançar esses objetivos recomenda-se o tratamento farmacológico e o não farmacológico, sendo que ambos devem ser continuamente revistos e ajustados para alcance e manutenção do controle da doença.

O tratamento fisioterapêutico é considerado uma intervenção não farmacológica. O mesmo deve ser instituído quando o paciente está em acompanhamento médico regular e com tratamento medicamentoso adequado. Os principais objetivos da fisioterapia aplicada aos pacientes com pneumopatias em geral são: reduzir o desconforto respiratório e a dispneia, melhorar a mecânica respiratória, melhorar a força muscular respiratória nos casos de fraqueza desta musculatura, melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, promover a higiene brônquica, quando necessária, e melhorar a qualidade de vida

As técnicas de higiene brônquica têm como objetivo eliminar secreção das vias aéreas. Pacientes hipersecretivos com inabilidade de expectorar precisam ser auxiliados na higiene pulmonar.

De acordo com a fisiopatologia, comumente os pacientes com asma não apresentam hipersecreção pulmonar. Durante a exacerbação, na vigência de infecção pulmonar, há possibilidade de acúmulo de secreção. Não há evidência científica que sustente a utilização de técnicas manuais de fisioterapia respiratória tais como tapotagem, vibração e vibrocompressão em pacientes adultos com doença obstrutiva internados por infecção pulmonar24.

A utilização do oscilador oral de alta frequência (OOAF), equipamento que promove mobilização de secreção pulmonar associado à fase expiratória do paciente (nome comercial Flutter®) mostrou-se eficaz em pacientes adultos com asma na coleta de escarro induzido25. Em crianças internadas com pneumonia associada ou não a doença pulmonar crônica, o OOAF mostrou-se eficaz em reduzir a obstrução brônquica ao ser comparado com a tosse simples26.

Castro Rodrigues e colaboradores estudaram os efeitos de um dia de fisioterapia respiratória em lactentes sibilantes em acompanhamento ambulatorial27. Os lactentes do ambulatório eram incluídos no protocolo se apresentassem desconforto respiratório durante a consulta. Os lactentes foram randomizados para realizar a técnica de expiração lenta e prolongada associada à inalação ou apenas inalação com salbutamol (total 1200 µg, 100 µg a cada 10 minutos). O desfecho primário foi o número de pacientes com redução do escore clínico e SpO2 logo após a intervenção, e secundariamente o número de internações. Não foi observada diferença no escore clínico dos pacientes, e no número de internações dos lactentes. Esses resultados limitam-se aos lactentes sibilantes em atendimento ambulatorial.

Não há evidências científicas que suportem a realização de técnicas manuais de fisioterapia respiratória em asmáticos. O oscilador oral de alta frequência pode ser estratégia para eliminar secreção de adultos e crianças na vigência de infecção pulmonar.


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