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Diferença entre a Asma Alergica e a Asma nao alérgica






Para entender como uma Asma pode ser alérgica e outra não, precisamos saber o que são Alérgenos. Alérgenos são substâncias que desencadeiam uma reação alérgica no nosso corpo ao serem engolidos, injetados (via picada de inseto, por exemplo), tocados ou apenas inalados. O nome pode até ser estranho, mas os alérgenos são muito mais comuns do que você imagina: entre os mais conhecidos estão pólen, mofo e ácaro.

Asma alérgica

Quando a asma é desencadeada por um alérgeno ela é chamada de asma induzida por alergia, ou apenas asma alérgica. Esse é o tipo mais comum de asma, especialmente em crianças. A asma alérgica ocorre quando nosso corpo "enxerga" o alérgeno como uma substância potencialmente hostil (embora, na verdade, não seja), e produz uma substância chamada imunoglobulina E (ou IgE) para se defender. O problema é que a IgE em excesso pode desencadear uma inflamação nas vias aéreas, levando a uma crise ou ao agravamento da asma.

Asma não alérgica

Nem toda asma é alérgica (ou causada pelo contato com um alérgeno). A asma não alérgica é mais frequente em adultos do que em crianças e pode ser desencadeada por fatores como exercício, estresse, ansiedade, ar frio ou seco.



É importante saber a diferença?

A classificação da asma nos tipos alérgico e não alérgico não é meramente conceitual, mas tem implicações no prognóstico e tratamento. Por exemplo, o controle ambiental é feito de maneira diferente, assim como o anticorpo anti-IgE e a imunoterapia têm indicação precisa na asma alérgica

Você pode até ter um palpite, mas somente seu médico pode dizer se sua asma é ou não alérgica. Para isso, ele pode fazer dois tipos de testes:

  • Teste de alergia na pele (prick test): nesse teste, geralmente feito no consultório, um profissional de saúde aplica pequenas quantidades de alérgenos na pele e mede a reação alguns minutos depois.4
  • Exame de sangue (teste IgE total ou específica): esse exame é capaz de avaliar a presença da imunoglobulina E (ou IgE) no sangue após o contato com um alérgeno específico. Como falamos acima, a IgE é liberada quando o corpo de uma pessoa com asma alérgica entra em contato com um alérgeno.9,10 Algumas pessoas com asma grave que mesmo seguindo todas as recomendações médicas (como uso de uso de broncodilatadores e corticoides) não têm resposta satisfatória no controle da asma podem receber a indicação de um tratamento que inibe a IgE. Ele age diretamente na origem da reação alérgica e, na prática, diminui a resposta das células inflamatórias do pulmão aos alérgenos

Veja agora 8 formas de controlar a Asma, sendo alérgica ou não.

1. Pratique exercícios

Em um estudo conduzido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), 58 pessoas com a forma moderada ou grave da doença, na faixa dos 30 aos 50 anos, foram convidadas a caminhar em ritmo acelerado na esteira por 30 minutos, duas vezes por semana. Ao final de três meses, os pesquisadores observaram uma redução nos sintomas e na gravidade do quadro — ou seja, os asmáticos ficaram mais dias livres de episódios de falta de ar. Além disso, tornaram-se mais tolerantes a fatores que irritam o sistema respiratório, como ácaro e fumaça. Uma notícia e tanto se pensarmos que, às vezes, um mínimo contato já dispara o maior sufoco.

2. Coma peixes, verduras e legumes

Depois de analisar mais de 32 mil voluntários, um estudo da Universidade do Porto, em solo português, identificou esses alimentos como aliados na prevenção das crises — e no descanso das bombinhas. A razão por trás disso estaria na abundância de antioxidantes detectados nos vegetais, além do ômega-3, a gordura boa dos pescados. Por outro lado, os estudiosos portugueses viram que exagerar na gordura saturada, no sal e no açúcar tornava a asma mais grave.

3. Invista em alimentos ricos em fibras

Pesquisadores do Hospital Universitário Lausanne, na Suíça, perceberam que doses caprichadas de fibras — como soja, grão-de-bico, ervilha, feijão-carioca, cereal à base de trigo — induzem a uma reação menos intensa aos alérgenos que provocam crises. Tudo leva a crer que as fibras modificam a flora intestinal, culminando na multiplicação de bactérias boas. Essas, por sua vez, desempenham várias funções, como ajudar na formação de ácidos graxos capazes de reduzir processos inflamatórios. O que resultaria, em última instância, em menos muco nas vias aéreas.

4. Deixe o cigarro de lado

Ele favorece inflamações nas vias respiratórias. Atenção: o fumo passivo também leva à piora dos sintomas. Ou seja, mesmo se o asmático não fumar, ele pode ser prejudicado pelo fumacê dos outros.

5. Cuidado com animais de estimação

Não é apenas o pelo do bicho que pode deflagrar o surto. Segundo informações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a descamação natural da pele do animal, além de sua saliva e urina são capazes de atuar como gatilhos para a doença.

6. Perca peso

Acredite: os quilos extras atrapalham quem tem a doença respiratória. Pesquisas mostraram que a leptina, hormônio conhecido por controlar a fome, também dilata as vias aéreas. Só que o excesso de gordurinhas pelo corpo faz com que essa substância não trabalhe direito.

7. Evite ficar em ambientes sujos, empoeirados e cheios de ácaros

Esses bichinhos microscópicos e seus excrementos pioram a asma e a inflamação dos brônquios, segundo a SBPT. Eles também são encontrados em locais como colchões, travesseiros, carpetes, bichos de pelúcia, estantes e papéis, de acordo com informações da SBPT.

8. Previna infecções virais

Elas podem causar sintomas de asma. Por isso, proteja-se da gripe e do resfriado comum.

E não se esqueça: existem medicamentos para aplacar os sintomas e trazer maior qualidade de vida para os pacientes. O tratamento é distribuído gratuitamente aos usuários pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


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